Produção de Conteúdo com IA para Agências que Atendem Consultórios de Psicologia e Psicoterapia


O único nicho da carteira em que anunciar preço é, em si, a infração
Para uma agência que atende consultórios de psicologia e psicoterapia, o primeiro estranhamento costuma ser este: a peça que noutro nicho seria a mais óbvia — "psicoterapia por R$150, primeira sessão com desconto" — é justamente a que a categoria profissional proíbe. A Nota Técnica CFP nº 1/2022, publicada pelo Conselho Federal de Psicologia depois de orientar a categoria sobre o uso de redes sociais, é explícita: divulgação de serviço psicológico não pode usar preço como forma de propaganda, o que inclui termos como "preço social", "consulta popular", "desconto", "pacote promocional", "cupom" ou qualquer mecânica de sorteio. Ao mesmo tempo, a norma exige que toda peça pública — post, story, arte de perfil — traga o nome completo (ou nome social) do psicólogo, a palavra "psicólogo" por extenso e o número de registro no Conselho Regional de Psicologia (CRP), sem exceção.
A segunda camada vem do Código de Ética Profissional do Psicólogo (Resolução CFP nº 010/2005): nenhuma peça pode prometer resultado terapêutico garantido — "resolva sua ansiedade em X sessões", "cura garantida para fobia" — porque o desfecho de um processo terapêutico depende do paciente, não é algo que o profissional controla e possa comercializar como certeza.
A terceira camada é o sigilo profissional em si. Boa parte dos nichos de saúde atendidos pelo Atlas usa depoimento de paciente e foto de "antes e depois" como formato forte de conteúdo — mas em psicologia, qualquer detalhe que torne um paciente identificável (mesmo com nome trocado, se o contexto entrega quem é) expõe o sigilo que sustenta toda a relação terapêutica, e a agência não tem como saber sozinha se um relato "genérico" que o consultório mandou na verdade descreve um caso real e reconhecível.
É por essa combinação de vedação de preço, vedação de promessa e sigilo que existe o Atlas: um módulo de produção de conteúdo com IA pensado para a agência atender essa carteira, nunca para o consultório contratar por conta própria. Cada profissional ou consultório mantém o próprio calendário dentro do ambiente da agência, e a partir do Pro guarda tom de voz e paleta de marca de forma permanente.
O que indica que a produção de conteúdo de psicologia está sem controle na agência
Uma arte de campanha usa "primeira sessão com desconto" ou "pacote promocional de 4 sessões" como chamada — a Nota Técnica CFP nº 1/2022 veda preço como propaganda.
Um post sai sem o nome completo do psicólogo, a palavra "psicólogo" e o número de CRP visíveis na peça, exigência de toda divulgação pública do serviço.
Uma legenda promete "supere a ansiedade em poucas sessões" como se fosse garantia mensurável de resultado terapêutico.
Um relato enviado pelo consultório como "caso ilustrativo" traz detalhe suficiente (idade, profissão, situação específica) para tornar o paciente reconhecível.
A pauta de terapia individual, de casal e infantil de um mesmo consultório se mistura no calendário, sem ajustar tom e público de cada uma.
A aprovação do conteúdo se perde entre grupo de WhatsApp e e-mail, sem registro de quem validou o quê antes de publicar.
O caminho de uma peça de psicologia dentro do Atlas
Tudo começa numa conversa: alguém da agência descreve à IA a pauta do mês de um consultório específico — um post educativo sobre o que esperar de uma primeira sessão, um card sobre saúde mental no trabalho, ou uma arte institucional apresentando um novo psicólogo que entrou na equipe. A partir do plano Pro, essa conversa já herda o tom de voz e a paleta salvos daquele consultório, o que evita confundir a linguagem de um profissional voltado a terapia infantil com a de outro focado em casais.
A IA devolve o rascunho de copy e, pelo Card Editor — já disponível no plano de entrada —, a arte correspondente. Um vídeo curto explicando um conceito de psicologia (o que é terapia cognitivo-comportamental, por exemplo) só entra a partir do plano Max, com o editor de vídeo embutido. Cada imagem consome 1 crédito de uma cota mensal de 4.000, cada vídeo consome 50; esgotada essa cota, a geração simplesmente para até o ciclo seguinte ou até a agência mudar de plano — sem cobrança extra automática pingando na fatura.
É na revisão interna, sempre dentro do Atlas, que mora o trabalho mais delicado deste nicho: alguém da agência confere se a peça usa preço, desconto ou sorteio como chamariz; se o texto promete um resultado terapêutico como se fosse garantido; se o nome completo, a palavra "psicólogo" e o CRP aparecem visíveis; e se algum relato enviado pelo consultório, mesmo dito "genérico", não deixa um paciente reconhecível. A IA não tem como fazer esse julgamento sozinha — ela só entrega o rascunho pronto para essa checagem correr mais rápido.
Com o sinal verde interno dado, o Atlas avisa o consultório — mas o aceite final dele acontece no Axis, nunca dentro do Atlas. Aprovada nas duas pontas, a peça segue para publicação e agendamento direto pelo Atlas, com o modo em lote útil quando a mesma campanha (por exemplo, uma data como o Setembro Amarelo) precisa sair para vários consultórios da carteira ao mesmo tempo.
O que a agência já encontra pronto no Atlas
Conversa com a IA para fechar pauta mensal — conteúdo educativo, apresentação de profissional, campanha de data de conscientização.
Painel único reunindo o calendário editorial de todos os consultórios e profissionais atendidos pela agência.
Rascunho de copy pronto a partir do tema combinado na conversa — ponto de partida editorial, nunca peça final.
Card Editor incluso desde o plano de entrada, com geração de arte e imagem.
Tom de voz e paleta fixados por cliente a partir do Pro — cada consultório preserva a própria identidade.
Editor de vídeo nativo, liberado no Max, para conteúdo educativo em formato curto.
Duas camadas de aprovação obrigatórias: a revisão interna da agência dentro do Atlas — onde se confere ausência de preço/desconto como chamariz, de promessa de resultado e de paciente identificável —, seguida do aceite do consultório, fechado no Axis.
Agendamento e publicação nativos, com atalho para repetir a mesma campanha em vários consultórios da carteira de uma vez.
Como fica, na prática, na Ponto de Escuta Conteúdo (cenário ilustrativo, sem cliente real)
A analista de conteúdo Marilete Bregonci conversa com a IA sobre a pauta de setembro do Consultório Âncora Psicologia, cliente da Ponto de Escuta há cinco meses. O pedido: um post educativo explicando a diferença entre terapia individual e terapia de casal, e uma arte institucional apresentando a nova psicóloga da equipe, com nome e CRP em destaque. A resposta chega com os dois rascunhos e as artes pelo Card Editor, já na paleta verde-sálvia fixada como identidade do Âncora desde o upgrade para o Pro.
Em seguida, ela pede um rascunho de campanha promocional: "escreva um post oferecendo 20% de desconto na primeira sessão para quem agendar essa semana". A IA entrega exatamente esse texto, sem noção própria de que preço como chamariz é vedado para divulgação de serviço psicológico.
Na revisão interna, o coordenador de conteúdo Deivison Wruck lê o rascunho e reconhece o problema: a Nota Técnica CFP nº 1/2022 proíbe usar desconto como propaganda de serviço psicológico. Ele reescreve a peça como um post institucional sobre a chegada da nova profissional, sem qualquer menção a preço, e só então aprova. Já o post educativo sobre terapia individual e de casal, sem esse risco, passa direto.
Com a pauta validada internamente, o Atlas avisa Rosemari Antoniazzi, responsável pelo Âncora — mas o aceite dela acontece no Axis, nunca no Atlas. Rosemari confirma no mesmo dia, e as peças entram na fila de publicação da semana.
O que muda entre pedido avulso e um módulo com filtro do próprio conselho profissional
Sem um sistema assim, divulgar consultório de psicologia costuma ser um pedido solto num grupo de WhatsApp, com a agência copiando fórmula de divulgação que funciona em outro nicho de saúde — inclusive "desconto na primeira consulta", prática comum em odontologia ou estética, mas vedada para psicologia. Uma IA genérica de texto e imagem resolve a velocidade, mas não tem noção nenhuma de que a Nota Técnica CFP nº 1/2022 proíbe preço como propaganda, exige nome e CRP visíveis, e que o sigilo profissional torna arriscado qualquer relato que identifique paciente — uma peça fora dessas regras só é barrada se alguém pegar isso manualmente, sem apoio de sistema. O Atlas separa identidade por cliente a partir do Pro, entrega rascunho pronto, e obriga a revisão interna antes de qualquer peça avançar — a mesma etapa que aplica esse filtro específico da categoria antes do consultório dar o aceite final no Axis.
Quando não é a ferramenta certa
Se o próprio consultório quer contratar direto, sem uma agência ou time de conteúdo no meio — o Atlas é feito para quem atende vários clientes de uma vez.
Se a expectativa é a IA já saber sozinha se uma peça usa preço como chamariz vedado, ou se um relato torna um paciente identificável.
Se o fluxo de trabalho pula a revisão interna e publica o rascunho direto.
Se o volume de imagem e vídeo do mês passa do teto de créditos contratado, sem alternativa de ampliação.
Se o consultório espera bater o próprio aceite dentro do Atlas, em vez de no Axis.
Se o pedido é anunciar desconto, cupom ou sorteio como divulgação de serviço psicológico, ou prometer resultado terapêutico garantido — isso fere a norma do próprio conselho profissional.
Sistemas envolvidos
Sistema principal: Centriu Atlas. Complementares quando fizer sentido: Centriu Axis.
Limitações e o que não faz
- Reconhecer sozinha se uma peça usa preço, desconto ou sorteio como propaganda vedada, ou se um relato deixa um paciente identificável, não é tarefa da IA — isso é sempre da revisão interna humana da agência.
- O consultório nunca bate o próprio aceite dentro do Atlas — essa etapa mora no Axis, acionada só depois da validação interna da agência.
- Com a cota de 4.000 créditos mensais esgotada, a geração de imagem e vídeo para até o ciclo seguinte abrir ou o plano mudar, sem fatura extra chegando de surpresa.
- Cada peça segue com dono humano: o texto e a arte que saem da IA são ponto de partida, e cabe à agência decidir se avançam.
- Anunciar preço, desconto, cupom ou sorteio como divulgação de serviço psicológico, ou prometer resultado terapêutico garantido, foge do que o Atlas produz — a Nota Técnica CFP nº 1/2022 veda isso.
- A única troca de dado com outro produto da Centriu é o aviso enviado ao Axis quando a agência aprova internamente; fora isso, nenhuma outra integração existe.
Segurança e governança
O acesso de cada agência fica restrito à própria carteira de consultórios, ao próprio calendário editorial, à identidade de marca salva por cliente e ao saldo de créditos — sem visibilidade cruzada entre organizações diferentes na plataforma. Qualquer dado pessoal citado numa pauta segue a LGPD (Lei nº 13.709/2018), com atenção redobrada por poder envolver dado sensível de saúde; o sigilo do conteúdo terapêutico em si segue o Código de Ética Profissional do Psicólogo (Resolução CFP nº 010/2005). Detalhes da postura de segurança em /governanca e /iso.
Preço e contratação
Disponível por assinatura mensal, com níveis por módulo. Os valores e condições vêm da tabela oficial em /precos — sempre a fonte central, nunca cravada nesta página.
Perguntas frequentes
Por que não posso divulgar desconto ou pacote promocional de sessão de terapia?
Porque a Nota Técnica CFP nº 1/2022, do Conselho Federal de Psicologia, veda expressamente usar preço — incluindo desconto, cupom, sorteio e pacote promocional — como forma de divulgação de serviço psicológico. A revisão interna da agência, dentro do Atlas, precisa barrar esse tipo de peça antes de seguir para o aceite do consultório no Axis.
Toda peça precisa mesmo trazer o CRP do psicólogo?
Sim. A mesma norma exige que qualquer divulgação pública traga o nome completo (ou nome social) do profissional, a palavra "psicólogo" por extenso e o número de registro no CRP — sem essa informação a peça não deveria ir ao ar.
Dá para usar um depoimento de paciente como prova social?
Só se não houver risco de identificar quem é o paciente, mesmo indiretamente. O sigilo profissional da psicologia é mais rígido do que em outros nichos de saúde, e cabe à revisão interna da agência avaliar esse risco antes de qualquer relato seguir adiante.
Onde o consultório dá o aceite final do conteúdo?
No Axis, sempre. Primeiro a agência valida internamente dentro do Atlas; só depois disso o consultório recebe o aviso e confirma em outro ambiente — nunca dentro do próprio Atlas.
O que acontece quando os créditos de IA se esgotam no meio do mês?
Novas gerações de imagem e vídeo ficam bloqueadas até o ciclo renovar ou a agência trocar de plano. São 4.000 créditos mensais, com 1 por imagem e 50 por vídeo; esgotada a cota, não existe cobrança extra automática, só a pausa.
É o consultório de psicologia que assina o contrato do Atlas?
Não. O contrato é sempre da agência de comunicação ou do time interno que atende vários profissionais — o consultório participa só na etapa final de aceite, dentro do Axis, quando avisado.
Quais são os planos e preços do Centriu Atlas?
Não há versão gratuita — apenas 3 faixas pagas, cobradas por cliente atendido pela agência. O Starter, a R$2.590, já traz geração de texto e imagem por IA, calendário editorial ao vivo e chat inteligente contextual. O Pro, a R$3.890, acrescenta estratégia de conteúdo assistida por IA e trava tom de voz e paleta por cliente, disparando também o aviso de aceite ao consultório via Axis. O Max, a R$4.990, soma editor de vídeo nativo e publicação em mais de uma rede ao mesmo tempo (dark posts).
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